Localizada no distrito de São João do Bonito, a Igreja de São João Batista é um importante símbolo religioso e cultural da comunidade. Em frente ao templo, está a imagem do padroeiro, que dá as boas-vindas aos visitantes. No interior, destaca-se uma imagem de São João Batista trazida de Portugal, com cerca de 180 anos, considerada um dos principais atrativos do local. A comunidade ao redor também é conhecida pela produção de cachaça e mel, além de preservar fortes tradições culturais.
Se possível, visite a igreja durante o período da tradicional festa de São João, que geralmente acontece entre os dias 15 e 24 de junho, com música, comidas típicas, fogueiras e muito forró.
Quem visita Mato Verde precisa provar o famoso pirão de Dona Loza. Quem experimenta o prato costuma dizer que ela tem “mãos de fada”, capazes de preparar um pirão sem defeito para o paladar. Maria Aparecida, conhecida carinhosamente como Loza, é produtora rural e recebe visitantes com um sorriso largo e acolhedor para saborear o tradicional pirão servido com feijão-tropeiro, arroz com pequi, salada e frango caipira, formando um verdadeiro banquete da culinária regional.
O pirão, feito à base de farinha de mandioca, é um prato típico da região de Mato Verde. Nas mãos de Dona Loza, a receita ganha um sabor especial. Segundo ela, o diferencial está no modo de preparo, já que o pirão é escaldado, além do tempero preparado na hora com ingredientes colhidos na própria horta. Dona Loza costuma dizer, em tom descontraído, que o principal ingrediente é o amor e o carinho colocados em cada refeição.
Em sua casa simples, localizada às margens da estrada que liga a comunidade de Pé da Ladeira ao município de Mato Verde, Dona Loza recebe turistas e moradores da região em um ambiente acolhedor e familiar. Além das refeições, os visitantes também podem adquirir produtos caseiros, como doces de vários sabores, polpas de frutas, requeijão, pimentas em conserva, temperos e produtos da época, como umbu, feijão-verde, hortaliças e verduras frescas.
Confira o trajeto no Google Maps: https://www.google.com.br/maps/dir/Mato+Verde,+MG,+39527-000/-15.3523488,-42.8012926/@-15.3522668,-42.801414,54m/data=!3m1!1e3!4m9!4m8!1m5!1m1!1s0x751b881f95ed0e1:0x3d8efa66f88da14!2m2!1d-42.8609082!2d-15.3966848!1m0!3e0?hl=pt-BR&entry=ttu&g_ep=EgoyMDI2MDUxNy4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D
É preciso agendar uma visita com antecedência e encomendar o pirão.
A Pousada e Casa de Cultura Mãe do Engenho foi fundada por Lúcio Amaral, um apaixonado por arte, cultura e objetos rústicos, que já visitou mais de 30 países ao redor do mundo. Fundada há mais de 15 anos, a pousada passou, posteriormente, a abrigar também um espaço cultural que reúne lembranças e objetos adquiridos durante suas viagens.
O local guarda milhares de peças e recordações de diferentes partes do mundo. Entre os itens expostos, chamam a atenção peças antigas, dicionários em diversas línguas, búzios do Mar Mediterrâneo e até uma versão do Alcorão, transformando o espaço em um verdadeiro “pedacinho do mundo” em Mato Verde.
Entre os objetos mais especiais para Lúcio estão uma fotografia ao lado de Santa Dulce dos Pobres e um jornal adquirido no Vaticano no dia em que Papa João Paulo II foi anunciado como papa. Segundo ele, a Casa de Cultura representa a realização de sua grande paixão: reunir memórias, histórias e experiências de suas viagens pelo mundo.
Além disso, Lúcio também produz artesanalmente pimentas em conserva, comercializadas em feiras livres de municípios da região Norte de Minas. Os produtos também podem ser adquiridos durante a visita a Pousada e Casa de Cultura Mãe do Engenho.
Veja a localização no Google Maps: https://maps.app.goo.gl/NBrfjrzstiRt4dqh8
A pousada está localizada no Distrito de São João do Bonito, próxima de outros dois atrativos: Igreja São Joao Batista e Praça de São João do Bonito.
Reserve um tempo para observar os detalhes e conversar com o fundador do espaço, que costuma compartilhar histórias e curiosidades sobre os objetos expostos.
Construída em 1827, a Praça de São João do Bonito faz parte da história e da formação do distrito, conhecido carinhosamente apenas como “Bonito”. Inicialmente, o espaço era apenas uma área de terra localizada ao redor do mercado e da igreja, permanecendo assim por muitos anos. Ao redor da praça ainda existem casarões antigos que ajudam a preservar a identidade histórica da comunidade.
Antigamente, a praça era palco de uma feira livre onde moradores comercializavam produtos produzidos na própria região. No início, as negociações aconteciam principalmente por meio da troca de alimentos, prática que posteriormente deu lugar ao sistema tradicional de compra e venda.
Há alguns anos, o espaço passou por uma reforma que preservou elementos históricos e culturais do distrito. Entre os destaques da praça está um antigo engenho original, dividido em três partes: a “mãe do engenho”, que corresponde ao tronco central, e as “filhas do engenho”, responsáveis pela moagem da cana para extração do caldo utilizado na produção artesanal de cachaça.
O local também conta com a estrutura de um barril, representando os recipientes usados para armazenar e envelhecer a cachaça, além de um carro de boi, símbolo da antiga forma de transporte e do funcionamento das moendas da época. Esses elementos reforçam a forte tradição da produção de cachaça artesanal na região.
Atualmente, a praça também oferece espaços voltados ao lazer e à prática de atividades físicas, incluindo academia ao ar livre e áreas para esportes como futebol e peteca.
Veja a localização no Google Maps: https://maps.app.goo.gl/69kFkuFWzzungbXj6
Aproveite a visita para observar os elementos históricos espalhados pela praça e conhecer mais sobre a tradição da produção artesanal de cachaça no distrito de São João do Bonito.
O Alambique Siderite é um dos principais representantes da tradição da cachaça artesanal em Mato Verde, preservando um modo de produção que atravessa gerações desde a década de 1950. Mantido pela família Fagundes, o local valoriza técnicas tradicionais, processos naturais e o cuidado em cada etapa da produção.
A história do alambique começou em 1952, com o senhor Siderite Fagundes Jacome. Na época, ele recebeu parte de um terreno adquirido pelo sogro, onde inicialmente a família cultivava alimentos. Sem experiência na fabricação de cachaça, Senhor Siderite iniciou sua produção utilizando alambiques de outros produtores da região. Ele cultivava a cana e levava a matéria-prima até o alambique de Joaquim Queiroz, onde aconteciam as etapas de transformação até a bebida ficar pronta.
Após anos de trabalho e dedicação, em 1956 conseguiu adquirir seu próprio alambique, inicialmente instalado às margens do rio localizado no fundo da propriedade. Posteriormente, a estrutura foi transferida para próximo da residência da família, onde permanece até hoje.
O processo de fabricação da cachaça é realizado de forma cuidadosa e artesanal. A produção começa na escolha da cana-de-açúcar, priorizando variedades com elevado teor de açúcar. Um dos diferenciais do alambique está na fermentação do caldo de cana, feita com milho torrado e triturado produzido na própria propriedade, preservando características únicas da bebida.
Com produção limitada e artesanal, a Cachaça Siderite conquistou apreciadores dentro e fora da região. Ao longo dos anos, o alambique também ganhou destaque em reportagens de veículos de comunicação, como a Revista Tempo e a Inter TV, fortalecendo sua importância cultural e econômica para Mato Verde.
O acesso ao Alambique Siderite pode ser feito por meio de trajeto indicado no Google Maps, no botão abaixo.
Se possível, agende a visita com antecedência para conhecer melhor o processo artesanal de produção e a história da família responsável pelo alambique.
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